domingo, 15 de janeiro de 2012

Meu Anseio

Não é fome de pão que tenho, é fome de ti, de um abraço teu. Não é uma doença que como mortalha rasga meu peito brando mas é a distância que me separa de um carinho teu. Não é a luz do sol que me ofusca os olhos e faz lacrimejar, mas é a minha ignorância de não saber como te agradar. E o que me torna quase um mendigo, um pedinte na porta de uma catedral, não é faltar-me dinheiro, mas é ter em meu coração amor igual a este meu.

E o tempo, este fator determinante, guarda a rude esperança de um dia ser reconhecido por você. Um bom amante sabe esperar a dama, respeita e a ama mesmo sem ser correspondido. Eu espero você como alguém faminto espera o pão à boca, como um poeta espera uma palavra que lhe descreva. Pois essa visão de teus olhos que tenho, é a graça que preciso. E o meu conforto é a paz que sinto, quando estou perto de ti.

Hoje estendo a mão pra te tocar mas toco o vento, declaro palavras de amor mas a única resposta é o eco de um silêncio. Enquanto muitos se calam diante de ti, eu bobo de amor vou me desmanchando em palavras para quem sabe achar alguma que me console ou me faça esquecer.

1 comentários:

Antonia Penha disse...

O amor é um bem essencial, dentro do qual cabem coisas inexplicavelmente fundamentais...Ele é uma semente da qual sempre irá germinar bons frutos, nas mais variadas formas, como essas palavras que tocam a alma.

"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!..."